O governo dos Estados Unidos propõe impor tarifas adicionais de 25% sobre exportações brasileiras, como parte de uma nova rodada de medidas comerciais. O prazo para definir quais itens serão taxados vai até 15 de julho. O tema envolve negociações entre Brasil e EUA, sem holofotes neste momento.
A medida surge após decisões judiciais que suspenderam tarifas aplicadas pelo governo Trump em 2025. Agora, as autoridades norte-americanas justificam as novas tarifas com base em alegadas práticas de comércio desleais promovidas pelo Brasil.
Contexto diplomático
Paralelamente, o Brasil integra um grupo de 61 países, incluindo União Europeia e Japão, em uma tarifa adicional de 12,5% por falhas no combate ao trabalho escravo em produtos exportados aos EUA. As duas frentes coabitam a agenda comercial brasileira com os EUA.
A ofensiva comercial ocorre em meio a acusações de interferência em políticas brasileiras. O suporte público a candidatos e a ofensivas classificadas como agressivas são temas de debate entre analistas, sem confirmação de intenções oficiais. As informações centraram fogo na relação bilateral.
Dados sobre trabalho forçado
Relatórios da Walk Free indicam que os EUA importam, em média, US$ 170 bilhões por ano em produtos com risco de uso de trabalho escravo, segundo o índice Global de Escravidão de 2023. O Brasil aparece com cerca de US$ 5,5 bilhões nessa mesma categoria, segundo o mesmo levantamento.
A investigação do USTR também aponta supostas falhas na batalha brasileira contra o desmatamento. Dados oficiais indicam queda de 50% desde 2023 e expectativa de os índices mais baixos em 40 anos em 2026, de acordo com fontes públicas.
OMC e o ambiente multilateral
O governo dos EUA tem reduzido o papel da OMC em disputas comerciais, com cortes de contribuições e mudanças na atuação do Tribunal de Apelação. Mesmo sem saída formal, a estratégia atual dificulta a mediação multilateral de conflitos.
Exceções e impacto econômico
Uma parcela relevante da pauta de exportações brasileiras fica isenta da nova sobretaxa, incluindo café, carnes, aviões, frutas, sucos, petróleo e minerais. A isenção responde a pressões de importadores e impactos inflacionários nos EUA.
Resta ao Brasil manter as negociações com Washington para buscar eventuais flexibilizações nas sobretaxas, em troca de concessões. O cenário evidencia a fragilidade de mecanismos multilaterais capazes de arbitrar conflitos comerciais entre as duas potências.
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