Após a polêmica sobre a distribuição de recursos do fundo partidário do PSOL, Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou ao Painel que permaneceu na legenda apenas porque a direção a pediu para ficar e ajudar a cumprir a cláusula de barreira. A parlamentar sustenta que a permanência não seria voluntária, mas estratégica para o partido.
Dirigentes do PSOL contestam a leitura de Hilton, afirmando que ela não receberá menos do que outros nomes da sigla. Não houve divulgação de uma planilha com os valores. A deputada também disse ter sido informada de que receberia os mesmos aportes que os demais candidatos, segundo relato de fontes próximas.
As divergências chegam em meio a acusações de que a pauta da cláusula de barreira foi usada como justificativa para uma possível saída da sigla após as eleições. Integrantes da direção negam qualquer acordo nesse sentido e apontam que a discussão envolve recursos e posicionamento estratégico.
No início do ano, a corrente representada por Hilton e pelo ministro Guilherme Boulos defendia uma federação com o PT, proposta rejeitada pela maioria do PSOL. A controvérsia atual é mostrada como parte de um acirramento interno sobre estratégias eleitorais.
A bancada do PSOL não detalhou as acusações nem explicou o critério de distribuição dos recursos. A direção mantém o ajuste de valores sob sigilo, citando necessidade de confidencialidade. O tema segue em processo de deliberação interna.
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