O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, destacou o risco do mau uso da Inteligência Artificial em processos eleitorais durante reunião com 86 embaixadores, nesta segunda-feira (17).
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, destacou o risco do mau uso da Inteligência Artificial em processos eleitorais durante reunião com 86 embaixadores, nesta segunda-feira (17).
Na abertura do encontro, o ministro classificou de “triste realidade” a utilização de conteúdos produzidos por IA com o objetivo de enganar o eleitor.
“Como é de conhecimento comum em todos os países democráticos, agigantam-se as possibilidades de mau uso da Inteligência Artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política são uma triste realidade desta década”, afirmou.
Nunes Marques citou ações do TSE para combater o mau uso de IA como a criação de uma comissão e iniciativas de cooperação com provedores privados de Inteligência Artificial. Um dos acordos foi feito com a empresa ElevenLabs e permitirá o bloqueio de tentativas ou clonagem de voz de candidatos presidenciáveis e, conforme avaliação de viabilidade, dos demais competidores do pleito.
O uso de IA é um tema que vem sendo discutido pelo TSE. O artigo 9º da Resolução nº 23.610/TSE trata das regras para o uso de Inteligência Artificial. Entre as normas está a proibição do uso, para prejudicar ou favorecer candidatura, de conteúdo sintético em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos, que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente, ainda que mediante autorização, para criar, substituir ou altera imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deep fake).
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Na abertura do evento, o presidente do TSE também defendeu o processo eleitoral brasileiro e afirmou que o país é referência mundial na realização de eleições.
“A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente ancorado em normativos modernos e em sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, a segurança e credibilidade das eleições”, disse.
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