A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele receba, em sua residência, as visitas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), seus aliados políticos.
O pedido, apresentado na quinta-feira (5), foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da Execução Penal 169/DF, processo que trata do cumprimento da pena do ex-presidente.
Na solicitação, os advogados pedem que o próprio ministro defina as datas das visitas, preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras.
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Marinho e Tereza Cristina foram ministros durante o governo Bolsonaro e são pré-candidatos à presidência do Senado. Ambos buscam apoio para a disputa pelo comando da Casa, atualmente presidida por Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição.
Os dois discutem a possibilidade de unificar suas candidaturas, mas ainda não chegaram a um acordo sobre quem enfrentará Alcolumbre na disputa.
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Em entrevista a jornalistas durante um evento em São Paulo, Tereza afirmou que não pretende concorrer diretamente com Marinho e que a decisão será tomada posteriormente. O objetivo é evitar a divisão de votos, já que ambos integram a oposição ao governo Lula.
“Eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Nós vamos sentar com maturidade para tomar essa decisão. Mas está cedo ainda. É pouco tempo, mas é uma eternidade de hoje até 1º de fevereiro”, disse a senadora.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
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