14 de jan 2025
Biden anuncia retirada de Cuba da lista de patrocinadores de terrorismo
A administração Biden removeu Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo, revertendo decisão de Mike Pompeo. A medida pode ser contestada pela próxima administração, que já possui equipe crítica a Cuba. Um acordo com a Igreja Católica pode resultar na libertação de prisioneiros políticos em Cuba. A decisão foi apoiada por líderes da América Latina, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva. A remoção pode melhorar as relações regionais, mas sua durabilidade é incerta.
Foto: Reprodução
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A administração Biden anunciou que removerá Cuba da lista de patrocinadores de terrorismo, uma decisão que pode ser revertida pela próxima equipe. O presidente Joe Biden informará ao Congresso sobre sua intenção de revogar essa designação, após uma avaliação que não encontrou evidências que sustentem a inclusão de Cuba na lista. A designação foi feita pelo ex-secretário de Estado Mike Pompeo em janeiro de 2021, que alegou que Havana apoiava atos de terrorismo internacional.
Cuba é um dos quatro países classificados como patrocinadores de terrorismo, ao lado de Coreia do Norte, Irã e Síria. Durante a administração Biden, autoridades cubanas pressionaram pela remoção, que implica em sanções econômicas severas, além do embargo dos Estados Unidos que já dura mais de seis décadas. Em dezembro, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e o ex-líder Raúl Castro lideraram uma marcha em Havana pedindo a retirada do país da lista.
Além da revogação da designação, o governo Biden também anunciou a suspensão da Título III da Lei Helms-Burton, que permitia a cidadãos americanos processar por propriedades confiscadas durante a revolução cubana. A administração também rescindiu um memorando da era Trump que estabelecia uma lista de entidades cubanas sujeitas a restrições financeiras. Um oficial da administração mencionou que a Igreja Católica está avançando em um acordo com Cuba para a liberação humanitária de prisioneiros políticos.
Embora as mudanças sejam vistas como positivas por vários aliados, incluindo o Brasil e a União Europeia, a continuidade dessas ações é incerta. O presidente eleito Donald Trump e sua equipe, conhecidos por suas posturas rígidas em relação a Cuba, podem reverter essas decisões. Um oficial da administração atual destacou que o Congresso terá a oportunidade de revisar a designação, e as equipes de transição têm mantido comunicação regular sobre o assunto.
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