A bioimpedância é uma técnica que utiliza uma corrente elétrica indolor para estimar a composição do corpo, incluindo músculo, gordura e água. O aparelho envia o sinal e mede a resistência ao longo do caminho.
A eletricidade circula mais facilmente pela água, presente principalmente nos músculos. Assim, menor resistência indica maior conteúdo de músculo e água, enquanto maior resistência sugere maior gordura.
Essa abordagem ajuda a interpretar o peso de forma mais complexa, já que ganhar massa magra pode elevar a leitura mesmo sem ganho de gordura. Da mesma forma, quedas rápidas de peso podem refletir perda de água.
Porém, os resultados não são perfeitos. A proporção de massa magra e gorda é uma estimativa sujeita a variações, com água corporal que muda conforme ingestão de líquidos, horário, atividade física e ciclo menstrual.
A indicação é usar a bioimpedância como comparação ao longo do tempo, repetindo o teste para observar tendências. A leitura isolada tem impacto limitado para considerar a saúde física.
Para uma avaliação mais completa, é comum combinar o teste com técnicas de antropometria, como medições de circunferência e dobraduras de gordura feitas por profissionais.
Alguns grupos devem evitar o teste: gestantes e pessoas com implantes metálicos no corpo, como marca-passos ou próteses. Nesses casos, a leitura pode não ser confiável.
Pergunta de Renato Antoniassi, de São Paulo (SP).
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