A mastigação pode influenciar a formação de gases e o desconforto intestinal após as refeições, especialmente à noite. Cientistas analisam como o modo de mastigar afeta a digestão, a partir de dados recentes sobre o tema.
Pesquisadores indicam que mastigar de forma rápida ou incompleta reduz a eficiência da digestão, favorecendo o acúmulo de gases e sensação de inchaço. O estudo reforça a importância do passo inicial da digestão.
Quando a comida não é bem triturada, o estômago trabalha mais para quebrar os alimentos, e o intestino recebe material menos processado, aumentando a fermentação bacteriana e a produção de gases. O fenômeno pode ocorrer durante o jantar.
A ciência por trás da mastigação
O estudo publicado na revista Food Chemistry, em 10 de janeiro de 2025, conduzido por Boya Lv, usou um simulador de mastigação para comparar diferentes níveis de mastigação. Partículas menores facilitaram a hidrólise do amido e a digestão inicial.
Resultados indicaram que quanto maior o número de mastigações, menor é o tamanho das partículas e maior a eficiência digestiva. A dinâmica entre mastigação e processamento no trato gastrointestinal ganhou evidência.
Como reduzir gases à noite
Especialistas sugerem mastigar lentamente e evitar conversar durante as refeições para reduzir a ingestão de ar. Comer em ambiente tranquilo e moderar o volume do jantar também ajudam.
Outra recomendação é aguardar um tempo antes de deitar após a refeição. Pequenas mudanças no comportamento durante as refeições podem melhorar o conforto digestivo e a absorção de nutrientes.
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