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Cientistas desenvolvem antídoto universal contra venenos de cobras a partir de sangue humano

Pesquisadores desenvolveram um antiveneno de amplo espectro a partir do sangue de Tim Friede, que se expôs a venenos de cobras.

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Pesquisadores desenvolveram um novo antiveneno que pode proteger contra picadas de 19 espécies de cobras venenosas, usando o sangue de Tim Friede, um colecionador de cobras que se expôs ao veneno centenas de vezes. Friede, que foi picado mais de 200 vezes, criou anticorpos em seu corpo após injetar veneno diluído em si mesmo. O antiveneno mostrou eficácia em testes com camundongos, mas ainda há desafios éticos e econômicos para transformar essa pesquisa em um medicamento viável. O desenvolvimento de antídotos para picadas de cobra é complicado, pois muitas vezes não são lucrativos para as empresas farmacêuticas, e a maioria dos antídotos existentes é específica para poucas espécies.

O desenvolvimento de um antiveneno de amplo espectro, capaz de proteger contra venenos de diversas cobras, foi alcançado por pesquisadores que utilizaram o sangue de Tim Friede, um colecionador de serpentes. Friede se expôs a picadas de cobras e injeções de veneno por mais de dezoito anos, totalizando 856 exposições. O estudo foi publicado na revista *Cell* e demonstra a eficácia do antiveneno em camundongos contra venenos de dezenove espécies de cobras, incluindo a temida cobra-rei.

Os pesquisadores identificaram dois anticorpos, LNX-D09 e SNX-B03, no sangue de Friede, que foram fundamentais para o desenvolvimento do antídoto. A pesquisa é considerada um avanço significativo, pois atualmente os antídotos disponíveis são específicos para poucas espécies, dificultando o tratamento em casos de picadas. Anualmente, entre 81 mil e 138 mil mortes são atribuídas a picadas de cobra no mundo.

Desafios Éticos e Econômicos

Apesar do progresso, o uso do sangue de um indivíduo que se expôs a riscos extremos levanta questões éticas. Jacob Glanville, coautor do estudo e CEO da Centivax, enfatizou que não se deve repetir a experiência de Friede. Além disso, o desenvolvimento de antídotos para picadas de cobra enfrenta barreiras econômicas, já que as empresas farmacêuticas tendem a priorizar doenças mais lucrativas.

O próximo passo envolve testar o antiveneno em animais maiores, uma vez que a toxicidade dos venenos pode variar entre espécies. A pesquisa ainda está em fase inicial, e a viabilidade comercial do antídoto permanece incerta. Especialistas alertam que, embora o estudo seja promissor, não se deve criar expectativas exageradas sobre um antídoto universal.

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