O Brasil avança com a reabilitação de uma floresta urbana por meio da vacinação de macacos- guariba. A iniciativa busca recuperar populações locais após o surto de febre amarela em 2016, com vacinação adaptada para os primatas e reintrodução no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A ação envolve a vacinação de todos os macacos previstos para translocação, incluindo os que serão reintroduzidos no parque de 4000 hectares. O objetivo é fortalecer a ecologia da mata atlântica, hoje fragmentada. A Tijuca é um laboratório vivo para reintrodução de espécies locais.
Contexto da recuperação
A espécie é endêmica da Mata Atlântica do Brasil e da Argentina, sendo seriamente atingida pela febre amarela. A vacinação foi adaptada de um imunizante humano para uso em macacos, permitindo a continuidade das ações de restabelecimento.
Progresso e desafios no parque
Os primeiros indivíduos reintroduzidos chegaram em 2015 e o projeto já inclui novos grupos vacinados. Em 2023, mais uma leva de macacos foi trazida ao parque, com avanços na aceitação entre grupos distintos.
Importância da iniciativa
Especialistas destacam que a Tijuca funciona como ecossistema piloto para espécies locais extintas há décadas, com macacos e cutivo de sementes ajudando a recompor a mata. A ação integra uma visão regional de restauro da floresta.
A população original da Mata Atlântica persiste como menos de 20% do que existia, conforme estudos regionais. Programas de rewilding como o de Tijuca ganham relevância para a conservação e a conectividade entre remanescentes.
A conservação na Tijuca é acompanhada por organizações locais de proteção e centros de primatologia, que monitoram adaptação de grupos, mortalidade infantil e integração entre indivíduos. O esforço envolve equipes de campo e pesquisa.
A reportagem de referência mostra como a população de howlers superou dificuldades iniciais, incluindo pneumonia em um filhote e exclusão de um indivíduo. O progresso indica potencial para outras áreas urbanas.
A íntegra do material está disponível em documentário e relatório divulgados pela equipe de Mongabay, com entrevistas a especialistas locais e veterinários que atuam no CPRJ.
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