NOVA YORK — cientistas identificaram um par de múmias de dinossauros preservadas de forma inusitada, com impressões de pele deixadas em uma camada de argila endurecida por micróbios. As peças fazem parte de um conjunto de restos que, combinados a ossos, ajudam a reconstruir a aparência dessas criaturas pré-históricas.
A descoberta faz parte de um estudo que expõe a chamada “zona das múmias”, região já conhecida pela identificação de fósseis de dinossauros no Wyoming, no oeste dos Estados Unidos. Entre os achados está a múmia de um dinossauro com bico de pato que faleceu ainda jovem.
Segundo os pesquisadores, as múmias utilizadas não apresentam pele fossilizada, mas imprimem pele e escamas na argila, que se consolidou ao longo do tempo. Os moldes permitem reconstruções visuais mais precisas de como esses animais poderiam ter sido em vida.
Os cientistas utilizaram os moldes de argila para ilustrar detalhes como espinhos na cauda e estruturas nos pés de dinossauros com bico de pato. O estudo foi publicado na revista Science na última quinta-feira.
A pesquisadora Joana Silva, da Universidade de Chicago, explica que esse tipo de mumificação oferece dados adicionais sobre o desenvolvimento e o modo de vida dos dinossauros. Especialistas externos destacam que a descoberta amplia a compreensão sobre impressões de pele, além dos ossos.
Outros paleontólogos ressaltam o potencial de novas múmias para revelar informações sobre o crescimento e o comportamento desses animais. Cada novo exemplar pode fornecer um conjunto ampliado de evidências sobre a diversidade de dinossauros e seus habitats.
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