O seminário Aliança Dengue – Cooperação Sul-Sul na Busca por Tratamentos contra a Dengue ocorreu nesta terça-feira (26) em Brasília. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e autoridades do Sul Global para discutir desafios, investimentos e novas tecnologias de tratamento.
A iniciativa foi organizada pela DNDi, Fiocruz e UFMG. O objetivo é ampliar acesso a diagnósticos, vacinas e antivirais, fortalecendo cooperação internacional e integrando saúde, clima e vigilância diante da expansão das arboviroses.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou o cenário complexo da dengue no Brasil e a urgência de soluções acessíveis. Ela lembrou que, em 2023, houve cerca de 6,5 milhões de casos e mais de 6,2 mil mortes.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, enfatizou o compromisso do governo e citou a COP30 como oportunidade para colocar a saúde no centro da agenda climática. Ele mencionou avanços como a vacina contra dengue do Butantan e o uso de mosquitos com Wolbachia.
Cooperação Sul-Sul e avanços tecnológicos
A reunião reforçou o papel do Brasil como parceiro estratégico em pesquisa clínica. A secretária Mariângela Simão ressaltou que a dengue é problema global e que pesquisas devem ser acessíveis a todos os países. O encontro também destacou a integração da iniciativa Uma Só Saúde.
Durante os debates, a diretora Marília Santini mostrou a prioridade estratégica de buscar terapias específicas que reduzam gravidade e mortalidade. Ela ressaltou que, apesar dos avanços em vigilância e vacinação, ainda há lacunas no cuidado clínico.
A participação enfatizou ainda o investimento público na inovação em saúde. Fernanda De Negri, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação do MS, destacou o apoio a programas como o PAC para o Butantan, além de ampliar testes rápidos e novos diagnósticos.
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