A Pesquisa Nacional sobre Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Indígenas no Brasil (PENSSAI) foi apresentada pela Sesai a nutricionistas dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). O estudo tem duração prevista de quatro anos e será realizado em duas fases: qualitativa e quantitativa, com objetivo de embasar políticas públicas.
A pesquisa iniciará em todo o país, com apoio de um comitê externo e contribuição de CONSEA, MDS, MPI e Funai. A coordenação fica a cargo da Rede PENSSAN, que reunirá especialistas e representantes dos povos indígenas para orientar ações e estratégias.
Ainda segundo a apresentação, a etapa qualitativa envolve mais de oito mil entrevistas com gestores e lideranças indígenas, visando mapear políticas públicas. Já a etapa quantitativa desenvolverá um inquérito de base populacional, abrangendo 858 aldeias distribuídas por microrregiões.
Estrutura e participação
A distribuição das atividades de campo ocorrerá em oito microrregiões da Amazônia Legal, quatro no Nordeste, duas no Sudeste, uma no Centro-Oeste e uma no Sul. A Sesai atuará na definição de pontos focais, logística, acesso às lideranças e territórios, além de apoio técnico aos DSEI.
A iniciativa prevê a participação ampliada de representantes indígenas por meio de um comitê externo de acompanhamento. A Sesai também oferecerá aporte financeiro complementar e suporte operacional para as ações de campo.
A diretora do Departamento de Saúde Indígena da Sesai, Putira Sacuena, destacou a importância da ampla participação da sociedade, distritos e profissionais de saúde atuando na ponta para o sucesso do estudo. A apresentação ocorreu na última semana de novembro, em Brasília.
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