A indústria nuclear vive um renascimento nos Estados Unidos, impulsionado por investimentos em startups que prometem reatores menores e mais baratos, além da reforma de usinas antigas. O movimento resultou em cerca de US$ 1,1 bilhão captados nas semanas finais de 2025, segundo levantamento da TechCrunch.
Especialistas apontam que a aposta é a capacidade dos reatores modulares de superar custos e prazos históricos, encarados como entraves da indústria tradicional. A expectativa é padronizar componentes, ampliar a produção e reduzir o tempo de construção.
Desafios de produção
A maior dificuldade, segundo investidores, é a execução. A cadeia industrial nos EUA ficou enfraquecida após décadas sem grandes instalações, o que eleva a dependência de insumos importados. De acordo com Milo Werner, da DCVC, há materiais que não são fabricados localmente, exigindo compras no exterior.
Além disso, a falta de mão de obra especializada persiste. A executiva destaca a carência de profissionais que entendam de manufatura, desde operários até gestores e conselheiros. Mesmo com capital disponível, o desafio é formar equipes completas de especialistas.
Perspectivas e estratégias
Apesar dos entraves, há otimismo com o collateral tecnológico das startups. Muitas desenvolvem versões iniciais junto às suas equipes técnicas, encurtando ciclos de testes e aproximando a produção do mercado americano. A modularidade surge como estratégia-chave para crescer aos poucos e coletar dados operacionais.
Para investidores, esse modelo de produção em escala gradual é visto como vital. A retomada pode levar tempo, com projeções apontando que o caminho rumo a uma produção em massa pode se estender por anos.
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