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CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

Vacinação-piloto com dose única contra dengue começa em Maranguape e Nova Lima, com 204,1 mil doses distribuídas e monitoramento por um ano

Maranguape (CE), 17/01/2026 - Dia D de Vacinação contra a Dengue. Foto: Prefeitura de Maranguape/Divulgação
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Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, iniciaram uma vacinação-piloto com dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Nesta fase, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e Botucatu, em São Paulo (80 mil). A campanha envolve pessoas de 15 a 59 anos.

A imunização em Botucatu terá início no domingo, 18 de janeiro. O objetivo é avaliar a efetividade da vacina ao longo de um ano, com monitoramento de casos de dengue e de efeitos adversos raros. A metodologia já foi utilizada em Botucatu para avaliação de vacina contra a covid-19.

Programa piloto e próximos passos

Caso os resultados sejam positivos, haverá produção em larga escala para atender todo o país. Até o momento, o Butantan já fabricou 1,3 milhão de doses. A vacinação de públicos prioritários dependerá de novas remessas da vacina. Profissionais da atenção primária estão previstos para receber cerca de 1,1 milhão de doses.

Segundo o Ministério da Saúde, a transferência de tecnologia com a WuXi Vaccines permitirá ampliar a vacinação gradualmente, começando pela população de 59 anos e avançando até 15 anos. A expectativa é elevar a produção em até 30 vezes.

Durante o lançamento em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou critérios de escolha dos municípios, como população entre 100 mil e 200 mil habitantes e rede de saúde estruturada para implantar a vacina e avaliar impactos. A dose única facilita imunização mais rápida.

Estudos clínicos apontaram eficácia global de 74% e redução de 91% nos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por dengue. O desenvolvimento ocorreu ao longo de 20 anos, com apoio de instituições nacionais e estrangeiras, e contaram com financiamentos do BNDES.

A rede de saúde das cidades-sede continuará atendendo moradores com documento oficial com foto, além do Cartão SUS. Mesmo com a vacinação, ações de prevenção contra arboviroses permanecem, incluindo combate ao Aedes aegypti e eliminação de água parada.

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