O aumento acelerado de algas marinhas flutuantes pode indicar uma mudança de regime nos oceanos. Estudos da University of South Florida apontam que mats de macroalgas crescem rapidamente, impulsionados pelo aquecimento global e pela eutrofica causada por poluentes agrícolas. A pesquisa usa IA para mapear o fenômeno globalmente.
Entre 2003 e 2022, a área coberta por bloom de macroalgas subiu em média 13,4% ao ano, especialmente no Atlântico tropical e no Pacífico Ocidental. Em contraste, bloom de microalgas, como fitoplâncton, cresceram mais lentamente, em torno de 1% ao ano. Os efeitos estão ligados a mudanças na geociêmica oceânica.
Os cientistas identificaram pontos de inflexão em 2008, 2011 e 2012 para diferentes tipos de algas em diversas regiões oceânicas. O estudo afirma que, desde 2010, o aquecimento global tem acelerado as observações de manguezais algais flutuantes, ampliando zonas de algas.
Metodologia e dados
A equipe usou 1,2 milhão de imagens de satélite captadas entre 2003 e 2022. Um modelo de deep learning detectou sinais de algas flutuantes, com o processamento levando meses. Este é considerado o primeiro retrato global desse fenômeno.
Os autores destacam que certas algas, como a sargassuma, prosperaram em algumas áreas, mas o phytoplâncton não apresentou respostas equivalentes. Isso sugere sensitividade a temperaturas e à eutrofica, com impactos potenciais na radiação, fotossíntese oceânica e biogeoquímica.
O estudo sustenta que a mudança de regime pode influenciar a forçante radiativa na atmosfera, a disponibilidade de luz no oceano e o sequestro de carbono, além da estabilidade da camada superior. As conclusões foram publicadas na Nature Communications.
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