Há cerca de 14.400 anos, filhotes de lobo pré-históricos na Sibéria encontraram vestígios de um rinoceronte-lanoso extinto no estômago de um dos animais. A descoberta, feita em Tumat, rendeu o registro de um genoma incompleto ainda em estudo.
Os filhotes, batizados de Tumat-1 e Tumat-2, viveram entre 14.965 e 14.046 anos atrás. A análise aponta que o rinoceronte-lanoso estava geneticamente saudável pouco antes de desaparecer da região.
Sobre o achado e o método
O estudo, publicado em 14 de janeiro na Genome Biology and Evolution, reconstrói o genoma a partir do tecido preservado no estômago. A equipe buscou sinais de consanguinidade e declínio populacional para entender a extinção.
O que isso revela
Não houve indicativos de menor diversidade genética na amostra recente frente a espécimes anteriores. A conclusão sugere que o declínio pode ter sido causado por fatores externos, como mudanças climáticas abruptas.
Implicações para a conservação
Os autores destacam que espécies geneticamente aparentes estavam estáveis podem, ainda assim, enfrentar extinção por eventos climáticos ou ambientais. O caso serve como alerta para a conservação contemporânea.
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