O formato e o tamanho das orelhas dos cães estão ligados a variações genéticas em torno de um único gene que regula a multiplicação das células. Pesquisadores identificaram o MSRB3 como peça central na determinação de orelhas pontudas ou caídas.
Estudo analisou o DNA de mais de 3.000 caninos, incluindo cães, lobos e coiotes. A região ao redor do MSRB3 revelou variações que influenciam se as orelhas serão erguidas ou pendentes.
Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports, da Nature. Pesquisas anteriores já haviam associando o MSRB3 à orientação das orelhas, e agora há evidência sobre o efeito no tamanho.
MSRB3 e ocrespecto ao tamanho
Os pesquisadores sugerem que o MSRB3 regula o crescimento das orelhas, com a ação potencial potenciada por alelos específicos próximos ao gene. A interação pode alterar a velocidade de multiplicação celular.
Segundo o estudo, um conjunto de variações dita o tipo de orelha, enquanto outro alelo determina o comprimento. Assim surge uma diversidade de formatos e tamanhos.
Cães com orelhas pequenas e rígidas costumam predispor-se a melhor adaptação em climas frios. Já aqueles com orelhas grandes e caídas perdem mais calor no ambiente.
Raças muito orelhudas, como o basset, podem ter vantagens olfativas pela movimentação das cartilagens. Cães como o pastor alemão, com orelhas erguidas, podem ter audição acentuada.
A pesquisa indica ainda que parte dessas características resulta de seleção natural, enquanto outra parte decorre da intervenção humana. A escolha pode favorecer determinados formatos por atividades específicas ou estética.
Além de explicar o que deixa os cães orelhudos, o estudo reforça o potencial de entender como pedaços do DNA influenciam o desenvolvimento. O conhecimento pode ajudar criadores a evitar transtornos genéticos ao selecionar características.
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