O balanço de janeiro mostra chuvas acima da média nas capitais Rio Branco, Goiânia e Belo Horizonte, com maiores volumes observados também em Manaus e no litoral sul da Bahia. Em São Paulo, os acumulados ficaram abaixo da média para o mês.
Segundo o INMET, as pancadas de verão foram impulsionadas por corredores de umidade e pela Zona de Convergência do Atlântico Sul, além de instabilidades associadas ao calor. O padrão se concentrou principalmente na região Centro-Oeste e Norte.
Ainda de acordo com a meteorologista Jade Ramos, as mudanças climáticas locais ampliaram a variabilidade mensal, com chuvas concentradas em poucos dias e grandes acumulados em curto intervalo.
Maiores volumes de chuva de Janeiro de 2026
Rio Branco (AC): 438,2 mm; Belo Horizonte (MG): 410,8 mm; Goiânia (GO): 411 mm.
São Paulo – Mirante: 262,8 mm; Brasília (DF): 236 mm.
Manaus (AM): 334 mm; Rio de Janeiro (RJ): 219,8 mm.
Detalhes regionais
Rio Branco teve acumulado 65% acima da média histórica, influenciado por sistemas convectivos alimentados pela alta na Bolívia. Em Belo Horizonte e Goiânia, as duas primeiras ZCAS do ano elevaram os totais. Em São Paulo, a chuva foi irregular e quase não repôs os reservatórios, com maior volume no litoral norte e no Vale do Paraíba.
No Rio de Janeiro, as chuvas ficaram acima da média, mas concentradas em pancadas intensas com intervalos longos. Na região Norte e Nordeste, a ZCIT mostrou posicionamento variável, mantendo Manaus e Amapá acima da média, enquanto Belém registrou chuvas irregulares e abaixo do esperado.
No Sul, os totais ficaram mais altos no litoral e na faixa leste dos estados, com o interior apresentando valores próximos a 150 mm. As diferenças regionais estão associadas a sistemas que passaram pela costa brasileira e atuaram em alto mar.
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