A taxa de fertilidade da Coreia do Sul aumentou pelo segundo ano seguido em 2025, segundo dados do governo divulgados nesta quarta-feira. O país, que enfrenta crise demográfica há quase uma década, mostra sinais de estabilização com a taxa de 0,80, ante 0,75 em 2024. As novas diretrizes apontam para uma recuperação modesta, mas ainda abaixo de 1 filho por mulher.
O total de nascimentos também subiu, chegando a 254.457 em 2025, alta de 6,8% em relação a 2024. Em contraste, o número de óbitos aumentou 1,3%, totalizando 363.389, mantendo a população em redução natural pelo sexto ano seguido. A taxa de natalidade por 1.000 habitantes ficou em 5,0, frente 4,7 em 2024.
Mudanças na dinâmica social
Casamentos abriram espaço para o aumento de nascimentos, com alta de 8,1% em 2025, após um salto histórico de 14,8% em 2024. Autoridades destacam que mais jovens, especialmente pessoas na faixa dos 30 anos, têm registrado maior interesse em se casar.
Seul registrou o maior avanço regional, com a taxa de fertilidade subindo para 0,63, alta de 8,9% frente 2024, ainda a menor entre as cidades do país. Especialistas alertam que é preciso analisar fatores estatísticos e mudanças na composição populacional para entender o recuo da taxa.
Perspectivas e necessidade de políticas
Analistas lembram que os números ainda refletem efeitos de políticas públicas implementadas nos últimos anos, além de mudanças sociais. Uma professora de sociologia ressalta que o avanço indica sinais positivos, mas que é cedo para concluir uma tendência definitiva.
Dados de 2024 mostraram expectativa de melhoria: em uma pesquisa governamental, a aprovação de casamento entre os sul-coreanos aumentou e o número ideal de filhos desejados pela população ficou em 1,89. As autoridades reiteram que a trajetória de 0,80 em 2026 depende de políticas de apoio à família e de mudanças estruturais.
Entre na conversa da comunidade