Ethereum apresenta um novo roteiro, conhecido como Strawmap, com metas para 2029: reduzir o tempo de finalização, aumentar o rendimento da Layer 1 e ampliar o desempenho com suporte a transações em alto volume. A ideia é tornar a própria camada base mais rápida, sem depender exclusivamente de soluções fora da cadeia.
O objetivo central é alcançar 10 mil TPS na Layer 1, com até 10 milhões de TPS na Layer 2 por meio de amostragem de disponibilidade de dados. O projeto também propõe a introdução da “Minimmit” de finalização em um único slot, reduzindo o tempo de irreversibilidade para entre 6 e 16 segundos.
Detalhes-chave e cronograma
A Strawmap prevê até sete forks difíceis até 2029, com redução gradual do tempo entre slots de 12 para 8 segundos, avançando rumo a blocos quase em segundos. A mudança visa manter a Ethereum competitiva diante de novas soluções com maior throughput.
Vitalik Buterin sinalizou a necessidade de revisar a dependência de L2s, ressaltando que se as rollups processarem milhões de TPS, a camada base precisa suportar esse volume. O objetivo é facilitar fluxos financeiros reais, com menos congestionamento.
Implicação para o ecossistema
A estratégia enfatiza que, se houver sucesso, Ethereum consolida-se como infraestrutura de liquidação de alto desempenho para transações institucionais. Em caso de atraso, pode perder espaço para alternativas mais rápidas.
A reação do mercado foi de volatilidade inicial, com a cotação de ETH ao redor de 2.06 mil dólares após o anúncio. Analistas observam resistência em 2,15 mil dólares, com teto potencial próximo de 2,40 mil dólares.
Perspectivas e riscos
A execução depende de manter o ritmo dos forks e de avanços em técnicas como codificação de borragem de dados. Sucesso pode reforçar a posição de Ethereum como camada de settlement de alta velocidade; falhas podem abrir espaço para concorrentes mais ágeis.
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