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Estudo revela que mulheres humanas acasalavam com homens neandertais

Estudo sugere cruzamento predominante entre machos neandertais e fêmeas humanas, com menor DNA neandertal no cromossomo X humano

Pesquisa aponta para predominância de pares formados por machos neandertais e fêmeas humanas modernas
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Um estudo publicado na Science aponta que o cruzamento entre neandertais e humanos modernos ocorreu com maior frequência entre machos neandertais e mulheres humanas, a partir de sinais persistentes no cromossomo X. Os pesquisadores analisaram DNA antigo e identificaram um fluxo gênico não aleatório entre as populações.

A equipe relata que houve predominância de pares formados por machos neandertais e fêmeas humanas de anatomia moderna. A leitura do material genético sugere uma direção específica nesses encontros, com o cromossomo X servindo como principal indício. Estudos citados indicam que esse cromossomo apresenta menos DNA neandertal nos humanos modernos do que em outros cromossomos.

O cromossomo X dos humanos modernos tem menos DNA neandertal, enquanto o inverso ocorre nos neandertais. Como as mulheres possuem dois cromossomos X e os homens apenas um, a direção do cruzamento influencia o acúmulo de material genético ao longo de gerações. Os pesquisadores destacam ainda um desequilíbrio numérico observado nos fósseis neandertais.

Resultados e implicações do DNA

Os autores ressaltam que os dados genéticos não permitem reconstruir as situações práticas desses contatos, nem se houve violência, segredo ou migração de mulheres entre os grupos. A pesquisa não descreve cenários de interação, apenas aponta tendências genéticas.

Entre as medidas destacadas, há diferença marcante entre o cromossomo X e os demais cromossomos. Observa-se que, nos humanos modernos, não há traços neandertais no X, enquanto nos neandertais havia maior presença de DNA humano moderno nesse cromossomo. Esses padrões ajudam a entender a variação do DNA neandertal no genoma humano.

O estudo reforça o conceito de que o DNA neandertal representa parcela pequena, porém difundida entre populações fora da África subsaariana. Além de genes associados à proteção contra algumas doenças, o legado também pode estar relacionado à maior suscetibilidade a outras condições.

Contexto histórico da pesquisa

Pesquisas anteriores indicaram que o contato entre neandertais e humanos modernos ocorreu ao longo de milhares de anos, com evidências de várias etapas de cruzamento. Estudos de 2018, publicados na Nature, apontaram que a presença de DNA neandertal varia entre populações do leste da Ásia e da Europa, com médias ao redor de 2% e maior concentração em alguns grupos.

O novo estudo na Science complementa esse marco ao tentar explicar por que o DNA neandertal não está uniformemente distribuído no genoma humano, sugerindo que o cromossomo X carrega sinais da direção mais comum desses cruzamentos. Fontes citadas incluem Euronews e Olhar Digital.

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