O núcleo interno da Terra pode ter parado de girar e até entrado em rotação reversa, segundo estudo da Universidade de Pequim. A pesquisa analisa ondas sísmicas de terremotos que atravessam o núcleo desde a década de 1960, sugerindo pausa e possível inverter o sentido de rotação. O grupo utiliza dados de trajetória semelhante para inferir variações na velocidade de giro.
Os pesquisadores Yi Yang e Xiaodong Song destacam que, desde 2009, os registros sísmicos mostraram menos alterações com o passar dos anos, o que reforça a hipótese de pausa recente. Eles apontam que a década de 1980 a 1990 exibiu mudanças mais perceptíveis, diferentemente de 2010 a 2020.
O núcleo interno, sólido, fica a cerca de 5.100 quilômetros abaixo da superfície e é separado do manto pelo núcleo externo líquido. Ao redor dele, o campo magnético gerado no exterior e a gravidade do manto influenciam o movimento, cuja compreensão depende de dados sísmicos e modelagens geofísicas.
Para o estudo, Hrvoje Tkalcic, geofísico da Universidade Nacional Australiana, afirma que a rotação não para totalmente e que o núcleo pode estar mais alinhado com o restante do planeta do que há uma década. Ele ressalta que a velocidade de rotação ainda é tema de debate entre especialistas.
Os autores destacam a importância de entender a rotação interna para explicar a interação entre as camadas da Terra e os processos que atuam no interior do planeta. A comunidade científica enfatiza cautela, com necessária validação por pesquisas multidisciplinar antes de conclusões definitivas.
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