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CEO da Motiva prevê extinção de praças de pedágio no Brasil até 2035

Motiva projeta fim das praças de pedágio até 2035, com rodovias inteligentes, pórticos automáticos e pagamento digital dominante

‘Praças de pedágio serão extintas do Brasil até 2035’, diz CEO da Motiva, concessionária da Dutra
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Em uma entrevista exclusiva ao Jornal do Carro, Eduardo Camargo, presidente da Motiva, afirmou que até 2035 o Brasil não terá mais praças de pedágio físicas. A transição envolve rodovias com leitura automática de tarifas e atendimento automatizado, reduzindo a necessidade de cabines e filas.

Segundo Camargo, a circulação pode passar a depender de pórticos de leitura e de atendimento automatizado, com o objetivo de tornar o fluxo mais contínuo. A expectativa é eliminar gargalos e reduzir o tempo de viagem, preparando o caminho para a automação avançada e veículos autônomos.

A Motiva aponta que o pagamento em dinheiro já está em declínio significativo. Atualmente, menos de 5% das transações são feitas em dinheiro, sinalizando uma mudança cultural em curso nas rodovias brasileiras.

A previsão de eliminar as praças de pedágio físicas em 2035 está ligada a um modelo híbrido durante a transição. Cabines, cancelas e filas devem coexistir com pórticos e serviços automatizados até que o free flow se imponha.

Além disso, Camargo destacou que, há quatro anos, a empresa projetava não haver mais dinheiro em praças em 2026, respaldando essa evolução pelo recuo gradual das transações em papel. O objetivo é transformar o pedágio em uma camada digital da viagem.

Interação entre carro e rodovia

A visão de infraestrutura rodoviária passa pela conectividade em tempo real entre veículos e as estradas. A expansão da cobertura de antenas ao longo das vias é discutida para tornar a conectividade mais uniforme na malha.

Nesse contexto, o veículo poderá comunicar problemas de funcionamento ou condições adversas à infraestrutura viária, enquanto a estrada poderá alertar motoristas e sistemas embarcados sobre acidentes, congestionamentos ou riscos à frente.

A troca de informações entre carro, concessionária e sistema viário tende a reduzir a dependência de leitura humana, ampliando um fluxo persistente de dados. O objetivo é sustentar avanços de automação, incluindo cenários de SAE nível 5, ainda que esse patamar dependa de infraestrutura capaz de ouvir e responder.

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