O incêndio atingiu a sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo. O evento pode impactar a produção de lutécio-177, usado no tratamento de câncer. A comunicação aponta que não houve risco radiológico.
A ocorrência ocorreu em 23 de março e envolve o maior reator de pesquisa em operação no Brasil. A produção de lutécio-177, hoje a única capacidade nacional para esse radioisótopo, fica comprometida, elevando a dependência de importação do insumo. A interrupção afeta também pesquisas científicas.
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), em entrevista à CNN, informou que o reator ficará fora de operação por prazo indeterminado até a verificação de condições seguras para retorno. A instituição enfatiza impactos no abastecimento do radiôfarmo e na pesquisa associada.
Investigação em curso e versões divergentes
O IPEN afirmou que não houve incêndio, apenas fumaça densa no ambiente. Paralelamente, a ANSN confirma o incêndio em racks e cabeamento da sala de controle, com avaliação de segurança ocupacional. A retomada dependerá de limpeza industrial e novas avaliações técnicas.
Especialistas ressaltam que, mesmo sem risco nuclear, há preocupação com a inalação de resíduos químicos e fuligem. A continuidade dos trabalhos dependerá de avaliação técnica e da adoção de medidas de segurança antes da reativação.
A CNEN, vinculada ao IPEN, não respondeu até o fechamento desta edição. Enquanto isso, a cadeia de suprimento de lutécio-177 segue pressionada pela necessidade de importação, com potenciais impactos de custo e disponibilidade para tratamentos oncológicos.
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