O Atlas de Rotas Migratórias das Américas foi lançado durante a COP15, realizada em Campo Grande, na quinta-feira (26). A ferramenta mapeia rotas, paradas e áreas de repouso de 89 espécies de aves migratórias das Américas.
O projeto reúne dados de observação de ciência cidadã na plataforma eBird e envolve instituições brasileiras e internacionais. O objetivo é indicar onde governos e cooperação internacional devem concentrar esforços de conservação.
O Atlas está disponível online e permite visualizar, por espécie, as trajetórias ao longo do ano. Também pode orientar usos de áreas protegidas, públicas ou privadas e tornar licenças ambientais mais informadas.
A iniciativa visa ampliar a conectividade ecológica entre países, conectando áreas do Ártico canadense à Patagônia chilena. O conjunto de dados deverá se ampliar para 622 espécies em futuras atualizações.
Entre os exemplos de espécies, destaca-se o veste-amarela, cuja rota passa pelo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. A espécie está na lista de ameaçadas da CMS devido ao declínio populacional.
A equipe de desenvolvimento contou com a participação do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell e do MMA. A CMS também integra o time, junto ao USFWS, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.
Durante o lançamento, a secretária executiva da CMS ressaltou que o atlas fortalece a conectividade ecológica transfronteiriça, em um momento de necessidade de ações coordenadas para as aves migratórias.
Equipe envolvida: a divulgação ocorreu após convite do Ministério do Meio Ambiente. O projeto também destaca o papel da ciência cidadã na construção de políticas públicas mais precisas.
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