Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua em mais de meio século, decolou nesta quarta-feira do Kennedy Space Center, na Flórida. Quatro astronautas — três norte-americanos e um canadense — compõem a tripulação a bordo do foguete SLS, com duração prevista de cerca de 10 dias. O objetivo é testar sistemas antes de um desembarque lunar em 2028.
A decolagem ocorreu na sede de lançamento 39-B, em Cape Canaveral, diante de dezenas de milhares de pessoas. Os tripulantes vestiram trajes alaranjados com detalhes azuis e seguem em direção a uma trajetória que inclui um sobrevoo próximo à órbita baixa da Terra antes de alcançar a Lua. O lançamento foi marcado por expectativa de um retorno seguro após episódios de vazamento de hidrogênio em testes anteriores.
Durante a jornada, a missão buscará manter distância maior da Terra do que qualquer humano já alcançou, passando pela Lua e estendendo o voo por mais de 6.400 quilômetros além, antes de retornar ao Pacífico. De acordo com a Nasa, a tripulação deverá confirmar o funcionamento de sistemas cruciais do foguete Space Launch System e da cápsula.
Detalhes da missão
O tempo total estimado é de 10 dias, com atividades previstas na órbita terrestre nos primeiros 25 horas e um acionamento do motor principal para a travessia rumo ao entorno lunar. A missão marca o uso do SLS, o primeiro lançamento tripulado desse conjunto desde o seu retorno. Além de marcar o retorno humano à Lua, a missão aponta para futuras operações de base permanente no seu entorno.
Entre os integrantes da equipe estão Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Wiseman comanda a viagem, que também representa avanços históricos ao incluir a primeira mulher, a primeira pessoa de cor e o primeiro canadense em uma missão lunar tripulada.
Contexto e perspectivas
A missão acontece em meio a debates sobre concorrência com a China, que mira pouso humano na Lua até 2030. Em coletiva, o diretor da missão afirmou que a competição pode mobilizar recursos nacionais, sem indicar prejuízos a cooperação internacional.
A agenda de 2028 permanece fator de avaliação, já que os cálculos dependem de avanços na tecnologia e no ecossistema industrial dos Estados Unidos. A Nasa não divulgou uma avaliação formal de riscos, mas descreveu a perspectiva como promissora, dentro do que se espera para um novo conjunto de lançamentos.
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