Os números de óbitos associados à Influenza A cresceram 36,9% no Brasil nas últimas quatro semanas epidemiológicas, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. O vírus segue na linha de casos que alimenta a Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em várias regiões.
O levantamento aponta expansão de SRAG associada ao influenza A em quase todos os estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. Pará, Ceará e Pernambuco apresentam queda, enquanto o Paraná registra início de alta no número de casos.
No mesmo recorte temporal, as mortes por rinovírus registraram alta de 30% e as por Covid-19 aumentaram 25,6%. Entre os agentes que compõem o conjunto SRAG, o rinovírus lidera com 45,3% dos casos, influenza A responde por 27,4%, seguido pelo RSV (17,7%), Covid-19 (7,3%) e influenza B (1,5%).
H3 Dados nacionais e regionais
A maioria dos estados permanece em níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. Os dados reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e de ações de saúde pública.
Para a pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, os números destacam a importância da vacinação. Idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação devem manter o calendário vacinal em dia contra influenza.
Gestantes a partir da 28ª semana devem considerar a vacinação contra o vírus sincicial respiratório, visando proteção aos bebês desde o nascimento, conforme orientação técnica.
H3 Campanha de vacinação
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza A teve início em 28 de março e segue até 30 de maio, abrangendo todo o território nacional. A cobertura atual visa ampliar proteção de grupos vulneráveis durante a temporada de SRAG.
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