A pesquisa publicada na The Astrophysical Journal Letters aponta que protoestrelas liberam energia e matéria durante seus primeiros estágios, gerando anéis de gás quente ao redor. O estudo descreve um mecanismo até então pouco conhecido, chamado de “espirro cósmico”, observado em nuvem molecular MC 27/L1521F com o apoio do radiotelescópio ALMA.
O que observou os pesquisadores foi a formação de anéis de gás quente com até 1.000 unidades astronômicas, além de fluxos magnéticos intensos no disco protoestelar. Os dados indicam que esse processo de ejeção de material ajuda a dissipar o excesso de energia durante o nascimento estelar.
Os resultados reforçam a ideia de que o nascimento de estrelas é um processo dinâmico, com interações entre gravidade, magnetismo e movimento de gases. A equipe sugeriu que os espirros não ocorrem apenas em escalas pequenas, mas podem envolver estruturas significativamente maiores.
Anel gigante de gás quente
Entre as descobertas está o anel de gás quente, cuja dimensão alcança aproximadamente 1.000 unidades astronômicas. A temperatura elevada em regiões circundantes sugere a atuação de ondas de choque geradas por atividade magnética, corroborando a natureza turbulenta do disco protoestelar.
Implicações para a formação de sistemas planetários
Entender esse estágio inicial é essencial para explicar como surgem sistemas planetários, incluindo o nosso. O Sol já passou por essa fase no passado, e estudos como este ampliam o conhecimento sobre os primeiros passos da evolução estelar, abrindo espaço para observações futuras mais detalhadas.
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