O rover Curiosity, da Nasa, apresentou danos significativos em uma de suas rodas após mais de uma década explorando Marte. O desgaste resulta do uso intenso em terreno marciano, com rochas afiadas e abrasivas. A missão continua, buscando entender a geologia do Planeta Vermelho e sinais de vida passada.
Desde o pouso, em 2012, o veículo já percorreu mais de 36 quilômetros, superando a missão original. O desgaste das rodas de alumínio ficou evidente com o tempo e é monitorado por meio de imagens internas. Dano recente indica agravamento estrutural.
O modelo de operação fez ajustes para preservar o rover. A rota foi redirecionada para áreas menos agressivas, reduzindo o contato com rochas pontiagudas. Um algoritmo de controle de tração inteligente foi implementado para moderar a velocidade das rodas.
Engenharia sob pressão
A ferramenta analisa dados em tempo real para minimizar impactos. Com isso, reduz o estresse mecânico e evita deslizamentos, mantendo a mobilidade do rover mesmo diante de danos parciais.
Ainda assim, pequenas pedras continuam impondo desgaste ao longo da missão. O ambiente marciano impõe desafios constantes à durabilidade dos componentes do Curiosity.
Plano inusitado: “cirurgia” com pedras de Marte
Se os danos piorarem, poderá haver remoção parcial da roda danificada. Sem ferramentas comuns, o rover pode depender do ambiente ao redor para executar o conserto. Técnicas estão sendo avaliadas em modelos terrestres.
Entre as estratégias estudadas estão a “Manobra de Torção e Grito” e a “Manobra de Dedo de Pombo”. Ambas visam prender a roda fragilizada a rochas e aplicar força com as demais rodas para romper a estrutura danificada.
Persistência e missão
Mesmo com danos severos, o Curiosity tem mostrado resistência. Testes indicam que o veículo pode continuar ativo, desde que componentes críticos permaneçam íntegros. A missão segue investigando a geologia marciana e as evidências do passado do planeta.
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