O boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta cenário misto da SRGA no Brasil. Influenza A recua no Norte e Nordeste, mas avança no Centro-Sul. Dados são de 9 de outubro, quando 18 estados e o Distrito Federal mantinham alerta, risco ou alto risco.
Na leitura da curva, 13 das 19 unidades da Federação com registros de SRAG apresentaram tendência de crescimento nas últimas semanas. Mesmo com queda em parte do Norte e Nordeste, a incidência permanece elevada nesses estados, mantendo o país em atenção.
Estados como Acre, Pará, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte aparecem entre os mais afetados, alguns com crescimento recente. A instabilidade persiste em várias regiões, com oscilações nos números ao longo do mês.
Centro-sul em avanço de casos
O Centro-Oeste, Sudeste e Sul demonstram aumento consistente da SRAG associada à influenza A. Entre os que mostram avanço nas últimas semanas estão São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Nos últimos 30 dias, o rinovírus foi o principal agente entre as infecções respiratórias, respondendo por cerca de 40% dos registros, seguido pela influenza A (30,7%), pelo RSV (19,9%) e pela Covid-19 (6,2%).
Entre os óbitos, a influenza A foi responsável pela maior parcela (40,5%), seguida pela Covid-19 (25%) e pelo rinovírus (27,3%). Desde o início do ano, o Brasil registrou 31.768 casos de SRAG, com cerca de 13 mil confirmados laboratorialmente.
Azens sobre impacto e vigilância
A incidência de SRAG é mais alta em crianças pequenas, principalmente por VSR e rinovírus, enquanto a mortalidade é maior entre idosos, sobretudo por influenza A e Covid-19. A Fiocruz reforça a importância da vacinação contra influenza como proteção principal.
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, recomenda isolamento domiciliar para sintomas gripais sempre que possível, e uso de máscara quando houver necessidade de circulação.
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