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Nova injeção para HIV supera terapia oral diária, aponta estudo

Estudo de fase III mostra injeção de longa ação reduz falha virológica e mantém a supressão da carga viral em pacientes com adesão difícil

Micrografia eletrônica de transmissão do HIV
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O estudo Latitude, fase III, mostrou que a terapia injetável de longa ação (cabotegravir + rilpivirina) é mais eficaz que a terapia oral diária na manutenção da supressão viral em pessoas com histórico de adesão irregular ao TARV. Os resultados finais foram publicados no The New England Journal of Medicine, com dados da ViiV Healthcare, representante da GSK no Brasil.

A pesquisa envolveu 453 adultos com HIV que apresentaram dificuldades de adesão ou histórico de abandono do tratamento. Em média, os participantes tinham 40 anos, com predomínio de negros/afro-americanos (63%), 29% eram mulheres, 17% eram hispânicos e 14% tinham histórico de uso de drogas injetáveis.

Em 48 semanas, a taxa de falha terapêutica foi de 22,8% no grupo que recebeu a injeção mensal, contra 41,2% no grupo oral. A falha virológica como primeiro evento ocorreu em 3% vs 21%, respectivamente. A descontinuação foi similar entre os grupos: 16% vs 15%.

Em relação à segurança, a incidência de eventos adversos ficou similar (43,5% no injetável; 42,4% no oral). Reações locais da injeção foram comuns, levando à interrupção em apenas dois casos. A equipe aponta que o regime injetável reduz o peso do regime diário e pode facilitar a adesão.

O estudo Latitude avaliou ainda que participantes que alcançaram supressão viral foram randomizados para manter o injetável mensal ou continuar com a terapia oral diária, permitindo comparar desfechos em cenários de adesão desafiadora.

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