O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou, no dia 8, no Centro de Inteligência Corporativa (CIC) no Rio de Janeiro, uma reunião técnica sobre a produção de dados da população residente em áreas de risco. O encontro reuniu equipes do IBGE e representantes do CEMADEN.
O objetivo foi debater metodologias e decisões para contabilização e caracterização de residentes em áreas sujeitas a desastres. Os debates consideraram sigilo estatístico e a possibilidade de identificação indireta em análises com recortes territoriais específicos.
A reunião reforçou o legado do produto População em Áreas de Risco no Brasil, publicado em 2018 com base na BATER. Houve troca de experiências sobre usar dados de áreas de risco sobrepostas a unidades do Censo 2010.
Metodologia e Objetivos
A pauta destacou a transição de unidades territoriais agregadas para vinculá-las a pontos georreferenciados do CNEFE. A ideia é aumentar a precisão das informações mantendo o controle do sigilo estatístico.
Também foram apresentadas propostas para definição da unidade espacial de divulgação dos dados e para estabelecer um cronograma de desenvolvimento do trabalho.
Segundo a Diretora de Geociências, Maria do Carmo Bueno, é essencial conciliar detalhamento informativo com confidencialidade. Ela afirmou que o objetivo é subsidiar políticas públicas sem comprometer a privacidade dos dados.
Perspectivas e Garantias de Sigilo
A Coordenadora de Meio Ambiente, Maria Luisa Pimenta, destacou que o avanço metodológico fortalece a integração entre estatísticas e geociências. Ela ressaltou que o aprimoramento aumenta a compreensão das vulnerabilidades socioambientais.
A caracterização da população em áreas de risco é vista como fundamental para orientar medidas de prevenção e resposta a desastres, sem abrir mão da confidencialidade das informações. O IBGE mantém o compromisso de divulgar dados de forma responsável.
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