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Um terço dos cuidadores de autistas está desempregado, aponta relatório

Desemprego atinge 30,5% de cuidadores de autistas, 92,4% são mulheres; reflexo no mercado de trabalho e na vulnerabilidade econômica das famílias

Mãe cuidando do filho — Foto: Freepik
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A pesquisa Map Autismo Brasil aponta que 3 em cada 10 cuidadores de pessoas com TEA estão desempregados, situação associada à demanda de cuidados. O estudo, divulgado em 2025, revela ainda que 92,4% dos cuidadores são do sexo feminino.

Entre os que atuam no mercado formal, a maior parte atua como servidores públicos, representando 22%. Em termos de gênero, a participação feminina é dominante entre os responsáveis, correspondendo a 92,4%.

Perfil dos cuidadores e alcance geográfico

A amostra total da pesquisa incluiu 23.632 pessoas, com 71% dos entrevistados sendo responsáveis por alguém com TEA. A coleta ocorreu entre 29 de março e 20 de julho de 2025, de forma online, abrangendo todas as regiões do Brasil.

Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul participaram, com o Sudeste registrando o maior número de respostas (10.505). A pesquisa reconhece que o conjunto não representa estatisticamente toda a população, mas oferece insights relevantes.

Perfil da pessoa autista e níveis de suporte

Sobre a idade, 72,1% dos autistas tinham 0 a 17 anos; 27,9% tinham 18 a 76 anos. Em termos de diagnóstico, 51,71% foram identificados entre 0 e 4 anos, o que reforça o foco em infância. No diagnóstico recente, 69% ocorreram entre 2020 e 2024.

Em relação ao nível de suporte, 53,7% precisam de apoio leve, 33,8% de suporte intermediário e 12,5% de suporte substancial. Aproximadamente 46,3% se enquadram nos níveis 2 ou 3.

Acesso a benefícios e custos com terapias

Sobre benefícios, 76,6% das famílias utilizam algum direito ou auxílio governamental. Ainda assim, 22,1% não utilizam, e 1,3% não souberam informar. Entre os benefícios, o cartão de identificação TEA aparece em 36,7%.

No campo terapêutico, observa-se predomínio de terapias clássicas e multiprofissionais. Psicoterapia aparece em 52%, seguida de terapia ocupacional (39,4%) e fonoaudiologia (38,9%).

O levantamento aponta que famílias investem bastante em terapias: 24,82% gastam de R$ 501 a R$ 1.000 mensais; 22,15% entre R$ 1.001 e R$ 3.000; 20,93% entre R$ 101 e R$ 500.

Educação, comorbidades e diagnóstico

Na educação, 52,2% frequentam rede pública, 31,4% rede particular e 13% não estudam. Quase 39,9% não recebem apoio educacional inclusivo. Entre as comorbidades, há predomínio de TDAH (51,5%) e ansiedade (41,1%).

Empregabilidade dos responsáveis

A participação no mercado de trabalho é baixa entre cuidadores. Desempregado/não tem renda representa 30,5%; 22% trabalham como servidores; 16% com carteira assinada; 11,3% são autônomos.

A pesquisa destaca que a demanda de cuidado impacta a trajetória profissional, elevando vulnerabilidades econômicas e aumentando a dependência de políticas de proteção social.

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