Um estudo publicado na revista Nutrients, em abril de 2026, avaliou os efeitos de um leite em pó fortificado em crianças. Participaram 120 pequenas entre 3 e 6 anos, acompanhadas por 9 meses. A pesquisa comparou leite comum com leite fortificado, em grupos separados.
Os resultados mostraram que o QI total não sofreu alteração expressiva. No entanto, a velocidade de raciocínio aumentou entre as crianças que consumiram o leite fortificado. Todas as participantes cresceram de forma normal, sem intercorrências de saúde.
O estudo também examinou o intestino das crianças. Quem consumiu o leite fortificado apresentou maior quantidade de bactérias benéficas, como a Bifidobacterium, e elevou substâncias associadas ao funcionamento cerebral.
O eixo intestino-cérebro
A análise indica que o intestino pode influenciar o cérebro por meio do eixo intestino-cérebro. Bactérias saudáveis produzem compostos que ajudam a comunicação entre neurônios e podem reduzir inflamações. Melhoras na velocidade de raciocínio foram associadas a esse aumento bacteriano.
Implicações e limitações
Especialistas destacam que, embora o ganho de velocidade de processamento seja relevante para aprendizado, não há evidência de aumento no QI global. Pesquisas futuras devem confirmar efeitos a longo prazo e esclarecer mecanismos exatos do leite fortificado.
Considerações finais do estudo
Os autores reforçam que a alimentação infantil pode impactar o desempenho cognitivo de forma específica. O estudo enfatiza a relação entre nutrição, saúde intestinal e desenvolvimento cerebral, sem sugerir conclusões definitivas.
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