O IBGE divulgou um retrato recente dos domicílios brasileiros, mostrando aumento de pessoas morando sozinhas e desigualdades persistentes. A pesquisa aponta que 20% dos lares têm apenas um morador, indicador que ganha força em várias faixas etárias.
Entre os homens, o grupo mais comum é de 30 a 59 anos. Entre as mulheres, a parcela de 60 anos ou mais é a maior. Especialistas destacam que esse desenho reflete mudanças no mercado e na vida familiar, com maior independência e retomada de projetos individuais.
Wilmar Gomes de Sousa, hoje morando sozinha aos 68 anos, exemplifica o perfil observado: pessoa que valoriza liberdade, trabalho e atividades sociais. A análise do IBGE atribui esse fenômeno a decisões pessoais e à estrutura familiar.
Mudanças no perfil da moradia
Desde 2016, caiu o percentual de domicílios próprios e aumentou o de aluguéis, sinalizando maior mobilidade e alternativas de moradia. A tendência contrasta com a manutenção de patamares de desigualdade regional e social.
Quanto ao saneamento, ainda há cerca de 28% das moradias sem ligação à rede de esgoto. A situação é mais crítica nas regiões Norte e Nordeste, segundo os dados do IBGE. Especialistas destacam que a falta de infraestrutura impacta mortalidade infantil e saúde.
Desafios e contextos regionais
O levantamento aponta que a autodeclaração racial vem mudando, com queda de brancos e crescimento de pretos e pardos. O demógrafo cita que esse movimento reflete mudanças na percepção e na classificação racial ao longo do tempo, não apenas diferenças demográficas.
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