Pessoas com transtorno bipolar podem ter expectativa de vida menor, com redução estimada de até 13 anos em relação à média da população. A informação foi apresentada no CNN Sinais Vitais neste sábado por Beny Lafer e Sheila Caetano, com o moderador Dr. Roberto Kail.
A análise é baseada em uma meta-análise que envolve cerca de 700 mil pacientes com transtorno bipolar. As doenças cardiovasculares aparecem como a principal causa de mortalidade precoce nesse grupo, seguidas pelo suicídio, com risco 12 a 14 vezes maior do que na população geral.
Atenção especial aos episódios depressivos e aos episódios mistos, quando sinais de mania e depressão coexistem. Nesses momentos, o risco de suicídio aumenta significativamente, segundo Lafer.
Causas, genética e impacto familiar
A genética desempenha papel relevante no desenvolvimento do transtorno bipolar, especialmente no tipo 1. Estudos com gêmeos idênticos indicam herdabilidade entre 60% e 80%.
Entre os transtornos psiquiátricos, a herdabilidade do bipolar 1 é estimada em cerca de 70%, segundo Caetano, reforçando a ideia de forte componente genético.
Pesquisas nacionais corroboram dados internacionais: já aos 11 anos, metade dos filhos de pessoas com transtorno bipolar tipo 1 pode apresentar algum transtorno psiquiátrico, como depressão, ansiedade ou TDAH.
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