Não é esquecimento. A demência é uma síndrome que afeta principalmente idosos, não uma fase normal do envelhecimento. O diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida do paciente e reduzir o peso humano e financeiro para a família.
Segundo especialistas, o diagnóstico costuma ocorrer tardiamente por dificultar a diferenciação entre sintomas e envelhecimento. Mudanças de comportamento ou dificuldades de linguagem costumam ser confundidas com depressão, estresse ou natural envelhecimento.
A falta de letramento em saúde também oculta sinais precoces da doença. A neuropsicóloga destaca que a ideia de que demência equivale a esquecer tudo atrapalha o reconhecimento de quadros demenciais ainda no início.
Sinais precoces incluem mudanças de personalidade, perda de empatia e dificuldade para encontrar palavras. Outros indicam desinteresse por hobbies, alterações no sono e lentificação do raciocínio.
- Perda de iniciativa e desorientação também aparecem entre os sintomas menos valorizados. Dificuldade com habilidades visuais espaciais pode levar a se perder em trajetos familiares.
A pessoa pode se perder em rotas conhecidas, estacionar de forma inadequada ou ter dificuldade para dirigir. Em alguns tipos, esse é um indício mais precoce do que esquecimentos.
Diagnóstico precoce pode preservar autonomia e bem-estar. Sem identificação correta, podem ocorrer abordagens inadequadas que não controlam sintomas específicos de cada tipo de demência.
Profissionais reforçam a importância de falar sobre o tema de forma clara e acessível. Informações de qualidade aumentam a chance de diagnóstico oportuno, cuidado individualizado e dignidade.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
Entre na conversa da comunidade