A possibilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre preocupa o Sul do Brasil, com potencial para aumentar as chuvas e causar impactos em Santa Catarina, como enxurradas, inundações e deslizamentos. Defesa Civil e Epagri se preparam para orientar a população e setores econômicos.
O Climate Prediction Center, órgão dos Estados Unidos, aponta 80% de chance de o El Niño começar entre julho e agosto. A previsão indica continuidade da atuação durante a primavera e o verão, com 25% de probabilidade de intensidade muito forte.
Apesar da projeção, ainda há incertezas sobre a intensidade e a duração do fenômeno. A Epagri/Ciram ressalta que fatores climáticos combinados podem definir a extensão dos impactos no estado.
Por conta das possibilidades, Defesa Civil e Epagri publicaram, em abril, nota técnica com as projeções vigentes. O monitoramento permanece ativo para orientar medidas de proteção à população urbana e rural, bem como à agropecuária.
Entre os impactos previstos para Santa Catarina estão chuva intensa, aumento de enxurradas e deslizamentos, além de tempestades severas com vendaval, granizo e, possivelmente, tornados. Esses eventos devem se intensificar especialmente na primavera, entre setembro e dezembro.
A organização ressalva que o El Niño não é o único fator de eventos extremos. Condições climáticas associadas contribuem para a ocorrência de desastres naturais, exigindo vigilância contínua das autoridades.
Historicamente, os episódios de maior impacto em SC ocorreram em 1982/1983, 1997/1998, 2015/2016 e 2023/2024. O último trouxe inundações generalizadas, com destaque para o Vale do Itajaí, que registrou prejuízos significativos.
O monitoramento atual busca subsidiar ações de defesa civil, planejamento urbano, gestão de recursos hídricos e atividade agrícola. As autoridades enfatizam a necessidade de evitar deslocamentos desnecessários e seguir orientações oficiais durante eventos de tempo severo.
Entre na conversa da comunidade