Curitiba avança com uma estação de esgoto que usa plantas para chegar ao conceito de lixo zero. O projeto expande a CIC Xisto, no Tatuquara, visando atender uma grande parcela da população da cidade e demonstrar eficiência ambiental.
A iniciativa foi apresentada na COP30, em Belém, com financiamento do Fundo Clima. A ampliação cobre uma área de 25 mil metros quadrados e está prevista para quase triplicar a capacidade de tratamento, beneficiando até 778 mil pessoas na bacia do rio Barigui.
Ao todo serão plantadas 110 mil mudas de cana-do-reino, espécie que digere a parte sólida do esgoto tratada, o lodo. A área de plants funcionará como um filtro vivo, reduzindo resíduos e gerando recurso útil a partir do que hoje é convertido.
Como funciona
O sistema separa fase líquida e fase sólida. A parte líquida recebe tratamento, clarificação e devolução ao leito do rio. O lodo, por sua vez, é decomposto por bactérias e absorvido pelas plantas, que se alimentam dos nutrientes presentes.
A área plantada acrescenta que a estação não envia resíduos para aterros; o líquido retorna ao processo de tratamento, enquanto o lodo é incorporado às raízes das plantas. A meta é alcançar 110 mil mudas e 25 mil metros quadrados dedicados a esse plantio.
Impacto e prazos
A fase de expansão envolve a compactação do sistema para ganho de eficiência energética. A infraestrutura utiliza mídias plásticas no tratamento da fase líquida, aumentando a atuação bacteriana sem aumentar o consumo de energia.
O desempenho atual aponta que a estação recebe cerca de 10 toneladas de lodo por dia, em uma área que representa quase metade de Curitiba. O objetivo é chegar ao estágio máximo em aproximadamente sete anos, com o cultivo contínuo de plantas.
Futuro e aproveitamento do resíduo
Com o crescimento máximo previsto, as plantas serão cortadas para dar lugar a novas mudas. Os arbustos removidos geram nova matéria orgânica, que pode ser aproveitada em biodigestores ou na compostagem, tornando a estação uma fonte de fertilizante orgânico.
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