O estudo IMPAACT 2017, também conhecido como MOCHA, avaliou a viabilidade de tratamento injetável de longa ação em adolescentes com HIV. A pesquisa foi conduzida pela ViiV Healthcare e apresentada pela GSK no Brasil. Participaram 144 jovens de 12 a 17 anos.
Os voluntários trocaram o comprimido diário pela injeção a cada dois meses, com a combinação de cabotegravir e rilpivirina. O acompanhamento ocorreu por 96 semanas, quase dois anos, em ambiente clínico.
Ao fim do período, 94,4% mantiveram a supressão viral e não houve falhas no tratamento. Na semana 96, 100% dos participantes mostraram preferência pela injeção em detrimento do comprimido diário. A pesquisa reforça a aceitação do regime injetável entre os jovens.
Por que muda o cenário
A adesão ao tratamento é crucial para controlar o vírus e reduzir a transmissão. Especialistas destacam que a menor frequência de uso pode facilitar a continuidade terapêutica e manter a carga viral indetectável, contribuindo para metas globais de controle do HIV.
Efeito colateral e segurança
Os efeitos adversos mais comuns foram tosse, cefaleia e dor leve no local da aplicação. Em geral, foram de intensidade leve a moderada, sem eventos graves relacionados ao tratamento.
Em andamento: uso em menores de idade
Outra linha de pesquisa, o IMPAACT 2036, investiga o mesmo regime para crianças de 2 a 11 anos. Dados iniciais indicam comportamento semelhante ao observado em adolescentes, sem sinais de segurança preocupantes até o momento. Resultado inaugural apresentado na mesma conferência.
Dados da conferência
Os resultados foram apresentados durante a 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI 2026), realizada em Denver, nos Estados Unidos.
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