O estudo, conduzido na Escola de Educação Física e Esporte da USP, avaliou se inserir tarefas cognitivas ao treino aeróbio aumenta benefícios em pessoas com Parkinson. A pesquisa buscou impactos sobre a marcha, o córtex pré-frontal e funções executivas.
A investigação envolveu Jumes Leopoldino Oliveira Lira como principal pesquisador, com orientação de Carlos Ugrinowitsch. Participaram pacientes com Parkinson, seguindo protocolo que combina atividade física com estímulos cognitivos.
O objetivo foi verificar se a junção dos dois tipos de intervenção melhora a automaticidade do andar, frente a uma degeneração cerebral característica da doença. A prática regular de exercícios é central para complementar o tratamento farmacológico.
Segundo os resultados, os testes mostraram ganhos na flexibilidade mental e no controle inibitório, sinais de melhoria nas funções cognitivas importantes, mesmo com intervenções relativamente curtas.
Resultados e próximos passos
Os pesquisadores destacam potencial da combinação de treino aeróbio com tarefas cognitivas para o controle executivo. Embora haja limitações, os resultados sugerem benefício na gestão de sintomas de Parkinson ao longo do tempo.
A explicação envolve a necessidade de maior envolvimento do córtex pré-frontal durante o andar, devido à disfunção dos núcleos da base. A pesquisa reforça a importância de abordagens multimodais no cuidado aos pacientes.
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