Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Nova York identifica uma possível relação entre o envelhecimento biológico de células do sistema imunológico e a presença de sintomas cognitivos da depressão. A pesquisa foi publicada na revista The Journals of Gerontology: Series A.
A investigação avaliou o envelhecimento de monócitos, um tipo de glóbulo branco, em 440 mulheres com e sem HIV. Os dados sugerem que esse envelhecimento biológico pode funcionar como um biomarcador associado a âmbitos mentais da depressão, como humor e função cognitiva.
A descoberta amplia a compreensão de que a depressão não se resume a tristeza. Além de manifestações emocionais, o transtorno pode apresentar impactos cognitivos e de motivação mesmo na ausência de sintomas físicos marcantes.
A amostra incluiu mulheres com diferentes condições de saúde, o que ajuda a entender como a depressão pode se manifestar de maneiras diversas. O estudo destaca a necessidade de reconhecer sinais cognitivos precocemente, inclusive em populações com HIV.
Os autores ressaltam que ainda é cedo para traduzir os achados em diagnósticos clínicos padronizados. A pesquisa aponta, no entanto, para a possibilidade de incorporar medidas biológicas aos roteiros de avaliação da saúde mental.
Para a comunidade científica, o resultado abre caminhos para novas linhas de pesquisa em saúde mental de precisão. A combinação entre relato subjetivo e marcadores biológicos pode tornar diagnósticos mais objetivos no futuro.
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