A Europa aquece duas vezes mais rápido do que o restante do mundo, aponta a Copernicus. Em 2025, pelo menos 95% do continente registrou temperaturas acima da média, com Reino Unido, Noruega e Irlanda vivenciando o ano mais quente de sua história.
O estudo aponta que, nos últimos 30 anos, o Ártico foi a região de maior aquecimento, especialmente Svalbard, no arquipélago norueguês. A taxa de aquecimento nessa área foi de cerca de 1,5 °C por década entre 1996 e 2025.
Quase toda a Europa ficou acima da média anual de temperatura. Regiões entre o norte do Reino Unido, Islândia e a França sudoeste registraram recordes, assim como áreas próximas à Rússia, Cazaquistão e oeste da França.
Mudanças no estresse térmico
O relatório mostra crescimento do estresse provocado pelo calor extremo, ao passo que o estresse por frio diminuiu. Em 1980, a Copernicus registrava 15 dias de calor extremo por ano; em 2025, esse número chegou a 30 dias.
Já o estresse por frio extremo caiu de 42 dias em 1980 para cerca de 30 dias em 2025, sinalizando menor incidência de frio intenso na região. A divulgação inclui dados de temperatura de superfície e oceanos.
A temperatura dos oceanos na região europeia também se elevou. Em 1982, 30% da área oceânica apresentava ondas de calor moderadas, 5% fortes. Em 2025, 12% tinham calor moderado, 50% forte, 30% severo e 6% extremo.
Ondas de calor
A região Fennoscândia, que abrange Noruega, Suécia e Finlândia, viveu o período mais quente já registrado. Em 2025, pelo menos 21 dias com temperaturas iguais ou superiores a 30 °C foram observados, o maior registro desde o início das medições.
No interior da Noruega, a cidade de Frosta atingiu 34,9 °C, a temperatura mais alta já registrada no país. As ondas de calor se concentraram também ao redor do Mar do Norte e no Mediterrâneo.
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