O IBGE lançou nesta segunda-feira o mapa-múndi invertido com o Brasil no centro, em uma projeção que troca a orientação tradicional. O novo mapa, intitulado Riqueza de Espécies 2025, foca na diversidade de espécies do planeta.
A projeção aponta a quantidade potencial de espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce em células de 100 km². Parte da região amazônica se destaca pela densidade de verde na representação.
O anúncio ocorreu em Brasília, durante um evento oficial. O IBGE afirma que o país surge centralizado pela importância no cenário social e político atual. A instituição também enfatiza variações de visualização além do norte-sul tradicional.
Contexto e objetivo do lançamento
O instituto observa que a projeção Equal Earth, adotada no mapa, representa continentes em proporções reais, diferentemente da projeção de Mercator, que distorce áreas próximas aos polos.
Sob a gestão de Marcio Pochmann desde agosto de 2023, o IBGE já publicou mapas com o Brasil no centro em ocasiões anteriores, gerando debates sobre simbolismo e utilidade técnica.
O lançamento coincide com o Dia Internacional da Diversidade Biológica, celebrado em 22 de maio, e reforça a mensagem de proteção da biodiversidade para clima, alimentação e saúde, segundo o IBGE.
Reações e controvérsias
Críticas foram apresentadas por parte de servidores públicos e partes acadêmicas na edição anterior, com perguntas sobre a pertinência de exibir símbolos políticos. Em 2025, o órgão afirma buscar transparência e compreensão global.
O IBGE já ressaltou que o objetivo é destacar a liderança do Brasil em fóruns internacionais como Brics, Mercosul e COP30, sem apostar em visões simbólicas. A empresa pública considera o mapa como ferramenta informativa.
Conclui-se que o mapa de 2025 mantém o foco em dados de biodiversidade, oferecendo leitura alternativa sobre distribuição de espécies e incentivando o entendimento sobre ecossistemas ao redor do mundo.
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