A Health Conference do Brazil Journal reuniu especialistas para discutir o impacto da inteligência artificial na saúde. O painel contou com Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde do Ministério da Saúde Digital, Fernando Ganem, diretor-médico do Sírio Libanês, Alexandre Chiavegatto Filho, professor da USP, e Luccas Adib, CFO e VP de tecnologia da Hapvida.
O debate destacou que a IA já começa a redesenhar o setor, mas o efeito ainda é mais potencial do que transformador. O grupo destacou o volume de dados gerado pelo setor público, especialmente pelo SUS, e o uso ainda limitado dessas informações.
Perspectiva do setor público
Ana Estela Haddad afirmou que o Brasil já construiu bases relevantes para a evolução, sobretudo em dados. Ela ressaltou que o SUS realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos por ano e produz um grande conjunto de dados, ainda pouco explorado.
Aplicações no setor privado
No Sírio Libanês, a inovação migrou de projetos centralizados para soluções operacionais de baixo para cima, com foco na redução de burocracia, apoio à decisão clínica e melhoria da eficiência. Já na Hapvida, modelos simples, como regressões, ajudam a dimensionar equipes médicas e geram ganhos práticos.
Perspectiva de futuro
O painel concordou que a onda da IA na saúde ainda está por vir. Segundo Chiavegatto, o impacto virá com o tempo, mesmo que ainda não tenha atingido plenamente o setor até o momento.
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