A presença do fator de proteção solar (FPS) em itens como bases, hidratantes e primers ganhou espaço nas prateleiras e na rotina de beleza. Especialistas ressaltam, porém, que esses cosméticos não substituem o protetor solar tradicional.
No Brasil, o câncer de pele é o tipo mais comum, respondendo por cerca de 30% dos tumores malignos, segundo o INCA. Com identificação precoce, a cura pode superar 90%, destacando a fotoproteção como cuidado contínuo.
Além disso, profissionais lembram que produtos com FPS funcionam como complemento, integrado a uma estratégia de proteção. O protetor solar continua sendo a defesa principal contra radiação ultravioleta.
Como funciona a proteção
A avaliação de protetores solares segue critérios específicos, incluindo o FPS para UVB e a proteção contra UVA. Métodos como o PPD também ajudam a medir a eficiência na pele, além de resistência à água e à aplicação uniforme.
Já os cosméticos com FPS não passam pelos mesmos padrões de rigidez. Eles indicam que não substituem protetores solares e têm critérios de avaliação menos rigorosos, especialmente na resistência à água e ao suor.
Desafios da prática cotidiana
Observa-se que a quantidade aplicada de itens multifuncionais costuma ser menor do que a necessária para atingir o FPS indicado. A reaplicação ao longo do dia é rara, reduzindo a proteção efetiva.
Especialistas destacam que, a partir do FPS 30, o ganho de proteção não é linear, mas pode ajudar a compensar variações de uso. Mesmo em ambientes urbanos, a exposição à radiação é constante.
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