O MIT anunciou o avanço de uma técnica que transforma células vegetais em madeira estrutural sob medida, viabilizando móveis produzidos sem derrubar árvores. A pesquisa, conduzida em laboratórios da instituição, aponta para uma produção mais rápida que o ciclo natural das árvores.
O estudo, apresentado pelo canal LaterClips, envolveu células da planta Zinnia elegans para criar tecidos vegetais sem solo ou luz solar, ajustando hormônios para controlar rigidez e densidade. O processo permite moldar a madeira já nos estágios iniciais de desenvolvimento celular.
Método
A equipe utiliza impressão 3D para depositar células em moldes, antes que o material se torne rígido. A ideia é que, no futuro, objetos como mesas surjam já no formato final. O método oferece possibilidades de otimização para resistência e peso conforme o uso.
Essa abordagem substitui etapas da madeira tradicional, com potencial para redução de poluentes e desperdício. A capacidade de fabricar o material sob demanda pode ampliar a flexibilidade de design na indústria.
Vantagens Ambientais
A produção de madeira em laboratório pode reduzir a pressão sobre florestas nativas e o desmatamento. Entre os benefícios apontados, estão:
- menor transporte de toras e menor emissão de carbono
- eliminação de agrotóxicos e fertilizantes em plantações em larga escala
- produção sob demanda, reduzindo desperdícios
Perspectivas de Mercado
O Laboratório de Microssistemas do MIT aponta a versatilidade das células vegetais fora do ambiente natural. A manipulação das propriedades mecânicas abre caminho para uma produção biotecnológica em escala industrial.
Para avançar, os pesquisadores planejam adaptar a técnica a árvores de grande porte, como pinho e carvalho, visando caminho rumo à biofabricação em larga escala. A evolução depende de custos de produção e escalonamento tecnológico.
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