O câncer de mama inflamatório (CMI) é uma forma agressiva da doença e apresenta diagnóstico desafiador. Um estudo publicado na Science Advances, em 1º de maio de 2026, identificou biomarcadores sanguíneos capazes de distinguir o CMI de outros subtipos. A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada por Dennis Wylie.
Os pesquisadores utilizaram sequenciamento TGIRT para analisar diferentes tipos de RNA no sangue de pacientes. O objetivo foi encontrar sinais que faltavam em exames tradicionais e que pudessem indicar o CMI precocemente.
A abordagem revelou padrões específicos no sangue, com destaque para fragmentos de RNA não codificante em maior quantidade e alterações no processamento do RNA celular. A atividade imunológica também apareceu elevada nos pacientes com CMI.
Biomarcadores sanguíneos
Os resultados mostraram diferenças marcantes entre amostras de pacientes com CMI e de indivíduos saudáveis. Entre os achados, há aumento de RNAs não codificantes e maior quantidade de fragmentos ligados a regiões intrônicas do DNA.
Outros sinais incluem maior número de células de defesa ativadas e alterações no processamento normal do RNA. Esses elementos ajudam a compor uma assinatura molecular do câncer inflamatório.
Essas informações abrem caminho para a biópsia líquida, um exame menos invasivo que a biópsia tradicional, com potencial para diagnóstico mais rápido e monitoramento contínuo.
Implicações para diagnóstico e tratamento
Especialistas destacam que os biomarcadores podem acelerar o diagnóstico e orientar terapias personalizadas, com monitoramento da resposta ao tratamento por meio do sangue.
Além de diagnóstico, o estudo sugere que a análise sanguínea pode apoiar o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas voltadas ao perfil do CMI. A pesquisa reforça o papel do sangue como fonte de informações biológicas relevantes para doenças complexas.
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