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Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga 11 casos

Paraná confirma dois casos de hantavírus; 11 suspeitos, 21 descartados, sem indicação de surto no estado

As três pessoas a bordo do MV Hondius foram infectadas por um vírus diferente do identificado no Paraná - (crédito: Divulgação/Stefan Brending/Oceanwide Expeditions)
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A Secretaria de Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado, com 11 investigações em andamento e 21 descartados após avaliação. Os episódios aconteceram em Pérola d’Oeste e em Ponta Grossa, entre abril e fevereiro, respectivamente. A confirmação ocorreu após vigilância epidemiológica e análise laboratorial, que aponta cepas silvestres transmitidas por animais.

Os casos de Pérola d’Oeste envolvem um homem de 34 anos infectado em abril; o de Ponta Grossa envolve uma mulher de 28 anos, com confirmação de infecção em fevereiro. A rede pública estadual mantém monitoramento ativo e afirma que a doença está sob controle no Paraná.

A Secretaria de Saúde esclarece que não há registro da circulação da cepa Andes no estado. A cepa identificada é a silvestre, transmitida por roedores, com transmissão entre pessoas ainda não observada no Paraná. Não há evidência de surto no estado.

Casos no Paraná não indicam alta contaminação entre pessoas. A pasta reitera que medidas de prevenção são voltadas a ações no ambiente domiciliar e rural, como roçar áreas, destinar entulhos, armazenar alimentos em recipientes fechados e usar EPIs em atividades de risco.

Segundo a OMS, o risco para a população é considerado baixo, mesmo com casos graves identificados. O órgão acompanha a situação e aponta que o episódio no navio MV Hondius tem foco internacional distinto do que ocorre no Brasil.

No navio MV Hondius, que navegava da Argentina para Cabo Verde, três mortes foram registradas e oito casos suspeitos foram confirmados pela OMS. A embarcação deixou a Argentina no início de abril e seguiu rumo à costa africana, com casos entre passageiros de diferentes nacionalidades.

O hantavírus é zoonótico e pode ser transmitido por contato com roedores infectados ou com urina, fezes e saliva. No Brasil, não há transmissão entre pessoas registrada até o momento, segundo o Ministério da Saúde. Medidas de proteção visam reduzir contato com roedores e aerossóis.

Pacientes sintomáticos podem apresentar febre, dores musculares, cefaleia e queda de pressão. Em alguns casos, a evolução pode levar a dificuldades respiratórias. Não existe tratamento específico; o manejo é essencialmente de suporte médico, conforme a gravidade.

O Ministério da Saúde ressalta ainda que, no Brasil, não há circulação da cepa Andes. Até agora, o país identificou nove genótipos de Orthohantavirus em roedores silvestres e não houve transmissão entre pessoas. As autoridades seguem em vigilância e comunicação contínua com estados, para monitoramento de possíveis casos.

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