Os chimpanzés e os bonobos continuam sendo os primatas mais próximos dos humanos, segundo o consenso científico atual. A semelhança do DNA humano com a deles fica entre 98,7% e 98,8%, dependendo do estudo. Alguns trabalhos chegam a estimar até 95%.
A comparação começou a mudar em 2005, quando o genoma do chimpanzé foi sequenciado pela primeira vez. Descobriu-se que cerca de 1,6% do DNA humano é mais parecido com chimpanzés do que com bonobos, e o mesmo vale para bonobos em relação aos chimpanzés.
Em 2025, estudo publicado na Nature revisou parte do genoma humano e de chimpanzé, abrindo a possibilidade de que a diferença entre as espécies chegue a 14,9%. A abordagem considerou trechos difíceis de comparar, com inserções, deleções e duplicações estruturais.
Contexto e método
O DNA humano e o dos chimpanzés é composto por quatro nucleotídeos: A, T, C e G, totalizando cerca de 3 bilhões de pares. A nova avaliação contrapõe métodos que priorizam regiões alinhadas e pode levar a números diferentes.
Essa diferença pode refletir não apenas na sequência, mas na regulação gênica. Regiões que dirigem quando e onde os genes atuam influem na expressão, especialmente no desenvolvimento cerebral, contribuindo para distinções entre as espécies.
Implicações
Mesmo com variações, o DNA humano permanece próximo ao dos dois grandes parentes. A diferença é significativa para entender evolução, desenvolvimento e funções cerebrais, sem alterar a noção de parentesco genético entre humanas, chimpanzés e bonobos.
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